quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fotografia: Zé
Edição: Sam

"However Long I Stay, I Will Always Love You"

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hurricane
"No matter how many times that you told me you wanted to leave
No matter how many breaths that you took
You still couldn't breathe
No matter how many nights that you 'd lie
Wide awake to the sounds of poison rain"

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tão rapidamente, eu sinto como se as promessas me fugissem entre os dedos como areia. E eu não tenho como agarrá-las. 
Nos vendo queimar, tento lembrar-me de quem nos lançou fogo e só resta os nossos próprios reflexos. Sem ninguém para atirar as culpas, sem ninguém que nos deixe livres das responsabilidades...fomos nós. 
Sentada no parapeito da janela, é nisto que eu penso enquanto tu sonhas com momentos nossos no teu sono tão perfeito.
As palavras doem e o teu silêncio deixa-me amarrada em mil pensamentos sombrios.
Sou insegura porque sei que não sou tão perfeita quanto dizes e gostava de o ser porque tu realmente merecias alguém assim do teu lado. 
Tu tens medo que eu vá embora novamente, eu tenho medo que tu voltes a ser como eras, eu grito, tu não respondes, eu choro, tu choras, choramos as duas e por vezes é apenas a isto que a nossa relação se resume. Mas quando eu paro para pensar é tão mais que isto. 
É o sabor dos teus beijos em minha pele, a sensação das tuas mãos me querendo mais e cada vez mais...a minha respiração descontrolada que intercalas depois com a calma que me dás enquanto descanso em teu ombro...são as tuas frases que me fazem rir quando dizes que os meus lábios são como gomas...são os sonhos que nascem e crescem a grande velocidade sobre um amanhã a teu lado. São as noites que sonho contigo e tu comigo, é um enfrentar de pessoas, obstáculos e discussões só para estarmos juntas...só para CONTINUARMOS JUNTAS. É o pensar em ti nos dias que estou longe e o esforço que faço para correr para os teus braços e tu, é a espera que te dói enquanto te amedrontas por não saberes o que posso estar a fazer. É a preocupação louca que tens comigo como se se tratasse de um bébé, é o medo desesperado que eu tenho de te ver doente, de te ver mal. É as culpas de me fazeres chorar e eu as culpas de não te cuidares. É o carinho com que me olhas e a paixão com que te beijo. As promessas que se fazem quando nossas mãos se cruzam e se agarram no vazio. São os "para sempres" que me mostras quando me puxas para ti e a minha alma que renasce quando percorro os traços do teu rosto. Então que força têm as nossas palavras duras contra tudo isto? Que força pode ter contra aquilo que realmente sentimos? 
Sei exactamente o que sinto e o que quero e já to provei. Sabes o mesmo. Então amanhã amanhecerei nos teus braços e tudo estará bem.


»O silêncio é mais alto que qualquer outra discussão contigo«



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

                   » dificuldade em perceber o que realmente é impossível de perceber!!!
Fingindo que pode escalar montanhas,
ela caminha em direcção a nada.
Um milhão de erros mostram-lhe agora
as cicatrizes de uma história que ela não pode reescrever.
E se pudesse, não saberia como fazê-lo.
Como se ela nunca tivesse tido a chance 
de ser diferente. E no entanto, cada pedaço de si
foi construído somente pelas suas próprias mãos, 
pelas suas decisões e sim, poderia ser diferente...
mas se o fosse, já não seria ela...e ainda que ela se odeie,
ela não se imagina com outro reflexo.
Não se orgulha e não quer voltar a fazê-lo. Mas nunca, ela Nunca se arrependeu.
E debaixo de chuva, sempre se recorda do sabor agridoce dos erros.
Na ilusão de que o seu corpo é o responsável,
na verdade é apenas a sua alma que se sente morta.
Ela sempre lembrará da sensação do sangue em seus braços e do delírio em sua mente louca. 




                                      Sentir dor é inevitável. Sofre...é opcional. (Kathleen Casey)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tarde de quarta-feira, doente, morrendo de frio e vendo (revendo pela milésima vez) o filme 
GIA: THE TRUE STORY que só é definido por uma palavra MAGNÍFICO. Só este e Requiem for a Dream é que me deixam arrasada, claro que este último tem um efeito muito mais forte mas o da Gia é uma história real de uma das personalidades que eu mais admiro. 

Então quando vejo as fotos dela não entendo como alguém tão perfeito, com tanto, podia afinal ter tão pouco...sentir-se tão vazia.  Acabar assim... Aos olhos de muitos, miserável, sem dignidade nem a beleza que antes os encantou. Caída numa cama de hospital, vitima de HIV contraída numa seringa de heroína. 
Queria ter tido a chance de estar/falar 5 minutos com cada uma das pessoas que a droga levou, não que fosse mudar algo...seria impossível, mas apenas para lhes dizer, a todos, que não importa como terminam as suas histórias, nem todos os seus erros absurdos, suas atitudes descontroladas...importa o gigante coração que cada um deles tinha, a força com que cada um amou alguém e o quanto os admiro é precisamente por achar que eles nunca tiveram esses 5minutos com alguém que os entendesse.

A melhor modelo da época, requisitada por todas as agências e fotógrafos... 












...que chegou a receber mais de 10 mil dólares por sessão...



...é a prova de como a moda VENDE corpos. Gia a meio da sua carreira, desorientada pelas doses de droga que ingeria antes de fotografar, adormecia a meio das sessões ou ficava parada, sem movimentos e nem assim os fotógrafos paravam. Fotografavam-na ali mesmo, caída no chão, adormecida no sofá, ou sem expressão facial. Porque essa inexpressão Vendia...Gia Vendia...de qualquer jeito.


...E quando parou de vender por causa dos escândalos públicos com as drogas...
Ela tentou "curar-se" do vicio. Sem sucesso, MENDIGOU por trabalho, por uma última sessão 
que lhe desse algum dinheiro para comprar heroína. A sua última sessão, onde teve de esconder o braço devido às marcas de seringa, e a sua última dose.



21 de Novembro de 1986, Gia Carangi Morre aos 26 anos, após alguns anos internada.