Tento afastar-me a cada segundo dos meus dias...tento mesmo mãe. Mas aquela falta, aquele sufoco de não a ter em minhas veias quase me mata. Já não sei bem o que me dói mais...se não poder tê-la ou ser a desilusão do que não quero ser agora!
Eu sei que prometi...eu sei que fiz um milhão de promessas silenciosas para com o mundo.
Eu sei que eles sonham que eu tenha uma casa, uma bonita família com o rapaz dos meus ideais ao meu lado, com duas criancinhas loiras perto de mim e eu ainda bonita e jovem e com uma fantástica carreira.
Esses são os sonhos deles. Que foram por todo o teu tempo, os TEUS sonhos também. Tu sempre me desejaste assim, sempre programaste um estereotipo de pessoa que eu nunca fui...Vocês são cópias de coisas para as quais eu nem arranjo definição e não sei se isso me dá náuseas ou vontade de rir. Mas quem sabe não são vocês os correctos? Quem sabe o mundo não tenha sido criado para isso, para ser povoado por pessoas assim...
Para quem não se encaixa como eu, o ar fica escasso...os pulmões ficam apertadinhos, os abrigos somem como gotas de chuva num deserto de areia...
Pessoas como eu, tendem a se perderem por não se encontrarem!
Eu sinto, que nasci para morrer cedo, para morrer jovem. Pois pessoas erradas não têm nenhum lugar para onde irem. É assim que eu sou, que eu me sinto.
Nada de bom poderia surgir mesmo quando a minha vida está em paz...eu fui burra em pensar o contrário mãe! Nunca ninguém me vai conseguir amar a não ser alguém assim, tóxico como eu. E eu nunca serei boa para ninguém...nunca serei nada!
E ela vem lentamente...caminha em direcção a mim como a luz das estrelas, fascinando-me em cada movimento como se eu não conseguisse resistir-lhe...
Eu tento e fujo dessas artimanhas, luto contra mim, contra ela...contra tudo o que me aproxima dela mas não tenho como negar o quanto ela me faz falta. Sou vazia sem ela. Sou uma ninguém sem aquela que me dá toda a força, todo o poder.
Sorri para mim como num discurso simples de "Eu sei que tu precisas de mim, que não respiras sem mim"...como negar o óbvio?
O rapaz dos sonhos deles? Eu não me importo com isso...eu não acho que nunca vá amar nada nem ninguém além do quanto a amo...
E as criancinhas? Eu nem nunca gostei de bebes mesmo!
Não à como dizer NÃO à única coisa que me faz sentir algo...A droga é a única que faz o meu coração bater, até fazê-lo parar um dia. É engraçado não é mãe? Aquilo que me faz viver é o mesmo que me mata a cada dose!
(2007)
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Choveu
Choveu demais...choveu tanto que ela pensou não sobreviver mais um dia....
A chuva sempre a assustou...mais do que ficar com o cabelo alagado, maquilhagem borratada e roupa molhada...o seu coração ficava pequenino, tão pequenino que dava vontade de chorar!
A chuva assustava-a porque quando chovia, ela caminhava debaixo da chuva, ouvindo as mais tristes melodias e pensando no passado...e ela não podia viajar de regresso ao ontem!
Quando chovia, todos os seus mistérios ficavam a descoberto para si mesma...todas as forças pareciam se afogar!
Em tempos, era por baixo da chuva que ela ria descontroladamente, dançava no meio da rua, corria sem fim e se divertia...fora de si! Em Tempos, tudo era mais fácil, tudo era mais divertido...Tudo era Mais porque ela era Menos!
Quando se perde a base, perde-se o equilíbrio. Quando nunca se teve equilíbrio, não há nada a perder. E ela entendeu isso...então...todas as gotas de chuva pareceram pequeninas para tamanha coragem! Ela pode ser o que quiser ser...princesa, guerreira, donzela, serpente ou simplesmente ela...Uma Rainha Branca de Neve!
Nós somos a máscara que vestimos todas as manhãs...e o bom de ser uma máscara é que depende de nós escolhê-la, vesti-la, incorporá-la e trocá-la se assim quisermos...
Ela escolheu não a retirar nunca mais...penso que a razão dessa escolha, é que se ela a tirasse, não se encontraria mais!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
E foi assim...
E foi assim por muito tempo... éramos como que paisagens desalinhadas de mundos diferentes, lugares iluminados por luzes distintas e abismos de dimensões diferentes. Éramos como andorinhas que nunca aprenderam a voar e que cansaram de tentar. Como princesas de reinos destruídos, como páginas de livros esquecidos no fundo de prateleiras carregadas de pó. Nós éramos olhares parados que nunca ninguém viu e fraquezas gigantes que nunca ninguém sentiu. Éramos preces de finais felizes que nunca aconteceram e presságios de desgraças que foram adivinhadas. Éramos tudo e nada!
Caminhos sem sombra e sóis sem calor. Estrelas vazias e universos incendiados. Chamas geladas e oceanos turbulentos. Éramos o que o mundo quis ver e depois lançou no lixo. É...tu eras a protagonista de uma história de encantar que eu destruí quando me colocaram em teus braços. Éramos o início de uma Bela Mentira quando com toda a coragem, cortaram aquele cordão umbilical. É, nós fomos tudo isso mãe...bonitas brisas que se odiaram para sempre!
Caminhos sem sombra e sóis sem calor. Estrelas vazias e universos incendiados. Chamas geladas e oceanos turbulentos. Éramos o que o mundo quis ver e depois lançou no lixo. É...tu eras a protagonista de uma história de encantar que eu destruí quando me colocaram em teus braços. Éramos o início de uma Bela Mentira quando com toda a coragem, cortaram aquele cordão umbilical. É, nós fomos tudo isso mãe...bonitas brisas que se odiaram para sempre!
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Mais eu, Mais forte... Melhor !
Por muitos anos eu fui esse cubo de gelo que podes ver nas fotos do passado, que podes conhecer nos rostos que testemunharam meu crescimento enquanto icebergue humano. Meu olhar cheio de chamas, minha respiração quase interminável...Lutei muito para ser assim, foi minha maior conquista, meu maior desejo, minha maior concretização.
Até que tu vieste e enterraste minhas armas, meus punhais de aço e derrubaste todas as muralhas que nunca deveriam ter sido destruídas. Sempre soube, que quando elas caíssem eu me desmoronaria com elas...e mais uma vez, estava certa!
Perdi-me em promessas vazias de razão e sentimentos que nunca deveriam ter sido feitos para mim. Chorei oceanos gelados por ti...Afoguei-me em meu próprio sangue, por ti. Odiei-me, enfraqueci, adoeci...por ti!
Tu eras o deus que eu nunca acreditei, o mar que nunca temi, a ilusão de que as estrelas poderiam existir na Terra! Tu foste, por muito tempo, meu melhor porto de abrigo e meu pior abismo! E eu fui, a tola que morria por ti...que morria por esse amor que ainda existe mas mais racional.
Tu dizias querer o melhor para mim mas ferias-me com as piores armas...Dizias amar-me mas nunca paraste um segundo para me olhar por dentro, para reflectires sobre o que estavas a queimar.
Doeu tanto e por tanto tempo, que as lágrimas que chorei viraram puro ferro e reconstruíram parte do que havia sido destruído...e as feridas, que nunca irão sarar, pararam pelo menos de sangrar!
Quando me afundo por inteiro, existe uma pequena chance de me reerguer muito mais forte e mais uma vez isso aconteceu.
Naquela tarde, se tu não viesses me abraçar...nunca mais te olharia com nenhum carinho nem tão pouco paixão. Meu orgulho estava demasiado ferido e meu coração não tinha mais nenhuma fuga para respirar.
Foi assim que me "inteirei" novamente. Que fui capaz de ouvir todas as promessas e juras e desta vez, não me iludir. Que consegui beijar-te e não acreditar que seria para sempre...E melhor que tudo...que consegui olhar-te e não te achar melhor que eu! Confesso...não queria que fosse assim. Para mim, amor verdadeiro é aquele onde o mundo acabaria por outra pessoa....esse era o meu amor por ti, o amor que tu incendiaste com luxurias e infantilidades.
Precisei amar-me mais...amar-me por mim e por ti...amar aquilo que tu não amavas, e aquilo que tu amavas também. Amar-me por completo. Precisei amar-me para que tu não pudesses atingir-me com minhas inseguranças e complexos. Precisei amar-me, porque a verdade é que eu merecia esse amor para comigo própria...
Sou a melhor pessoa que tu poderias ter ao teu lado, portanto, se acabar...não sou só eu quem perde.
Sou tudo aquilo que tu vias em mim, ou dizias ver, no inicio de tudo...sou tudo isso e muito mais...
e até mesmo aqueles defeitinhos que eu sei que tenho, eu os amo. Porque é o meu jeito, é isso que não me torna fotocópias daquelas menininhas que tu quiseste conhecer.
Não mudou o que sinto por ti...mudou o que sinto por mim e talvez então, dois grandes amores não caibam por inteiro num coração. E neste momento, eu amo-me muito!
Até que tu vieste e enterraste minhas armas, meus punhais de aço e derrubaste todas as muralhas que nunca deveriam ter sido destruídas. Sempre soube, que quando elas caíssem eu me desmoronaria com elas...e mais uma vez, estava certa!
Perdi-me em promessas vazias de razão e sentimentos que nunca deveriam ter sido feitos para mim. Chorei oceanos gelados por ti...Afoguei-me em meu próprio sangue, por ti. Odiei-me, enfraqueci, adoeci...por ti!
Tu eras o deus que eu nunca acreditei, o mar que nunca temi, a ilusão de que as estrelas poderiam existir na Terra! Tu foste, por muito tempo, meu melhor porto de abrigo e meu pior abismo! E eu fui, a tola que morria por ti...que morria por esse amor que ainda existe mas mais racional.
Tu dizias querer o melhor para mim mas ferias-me com as piores armas...Dizias amar-me mas nunca paraste um segundo para me olhar por dentro, para reflectires sobre o que estavas a queimar.
Doeu tanto e por tanto tempo, que as lágrimas que chorei viraram puro ferro e reconstruíram parte do que havia sido destruído...e as feridas, que nunca irão sarar, pararam pelo menos de sangrar!
Quando me afundo por inteiro, existe uma pequena chance de me reerguer muito mais forte e mais uma vez isso aconteceu.
Naquela tarde, se tu não viesses me abraçar...nunca mais te olharia com nenhum carinho nem tão pouco paixão. Meu orgulho estava demasiado ferido e meu coração não tinha mais nenhuma fuga para respirar.
Foi assim que me "inteirei" novamente. Que fui capaz de ouvir todas as promessas e juras e desta vez, não me iludir. Que consegui beijar-te e não acreditar que seria para sempre...E melhor que tudo...que consegui olhar-te e não te achar melhor que eu! Confesso...não queria que fosse assim. Para mim, amor verdadeiro é aquele onde o mundo acabaria por outra pessoa....esse era o meu amor por ti, o amor que tu incendiaste com luxurias e infantilidades.
Precisei amar-me mais...amar-me por mim e por ti...amar aquilo que tu não amavas, e aquilo que tu amavas também. Amar-me por completo. Precisei amar-me para que tu não pudesses atingir-me com minhas inseguranças e complexos. Precisei amar-me, porque a verdade é que eu merecia esse amor para comigo própria...
Sou a melhor pessoa que tu poderias ter ao teu lado, portanto, se acabar...não sou só eu quem perde.
Sou tudo aquilo que tu vias em mim, ou dizias ver, no inicio de tudo...sou tudo isso e muito mais...
e até mesmo aqueles defeitinhos que eu sei que tenho, eu os amo. Porque é o meu jeito, é isso que não me torna fotocópias daquelas menininhas que tu quiseste conhecer.
Não mudou o que sinto por ti...mudou o que sinto por mim e talvez então, dois grandes amores não caibam por inteiro num coração. E neste momento, eu amo-me muito!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Está tão silencioso aqui e é como se eu pudesse escrever frases intermináveis sobre histórias fáceis de serem contadas...tenho tanta coisa para terminar e é como se eu as deixassem para ganharem pó e envelhecerem um pouco mais, porque de alguma forma encerrá-las é como encontrar um ponto final naquilo que eu penso que nunca teve realmente um final. Ou talvez não tenha sido simplesmente, o final que eu procurava.
Estou saboreando um pouco do doce sabor do vento e do carinho da chuva, aproveitando a paz na minha vida enquanto lá fora o tempo não parece estar de acordo com o meu coração.
Sei, que não posso arrumar as armas nem fingir que as feridas sararam até porque sinceramente, elas nunca vão sarar mas quando eu aprendo a viver com elas, fica tudo mais fácil.
Estou aproveitando a paz para me fortalecer, o silêncio para meditar sobre quem quero ser...
Sim mãe...sei que me perdi um pouco ultimamente...que quebrei promessas e regras antigas. Que regressei ao mais fraco dos meus lugares mas ainda estou aqui e quero ficar mais forte. Quero ser aquilo que fui no passado, onde nada nem ninguém me podia ferir...onde nenhuma palavra era ouvida por mim.
Preciso reconstruir tudo o que se espalhou porque se não o fizer vou transformar-me exactamente naquilo que tu foste e eu não quero ser a mártir a pobrezinha que morreu por não se amar...eu Quero ser a Mulher que nenhuma força a pode derrubar.
Estou saboreando um pouco do doce sabor do vento e do carinho da chuva, aproveitando a paz na minha vida enquanto lá fora o tempo não parece estar de acordo com o meu coração.
Sei, que não posso arrumar as armas nem fingir que as feridas sararam até porque sinceramente, elas nunca vão sarar mas quando eu aprendo a viver com elas, fica tudo mais fácil.
Estou aproveitando a paz para me fortalecer, o silêncio para meditar sobre quem quero ser...
Sim mãe...sei que me perdi um pouco ultimamente...que quebrei promessas e regras antigas. Que regressei ao mais fraco dos meus lugares mas ainda estou aqui e quero ficar mais forte. Quero ser aquilo que fui no passado, onde nada nem ninguém me podia ferir...onde nenhuma palavra era ouvida por mim.
Preciso reconstruir tudo o que se espalhou porque se não o fizer vou transformar-me exactamente naquilo que tu foste e eu não quero ser a mártir a pobrezinha que morreu por não se amar...eu Quero ser a Mulher que nenhuma força a pode derrubar.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Burn Tongue
Estrelas brilham sem precisar de fazerem nada para isso...elas prendem-nos o olhar com a sua beleza sincera sem artimanhas ou mentiras. São únicas pelas suas complexidades e simplicidades simultâneas. Pelo silêncio dramático. Pela explosão de diamantes no céu. Pela Verdade de serem o melhor do mundo.
As pessoas poderiam aprender com as estrelas de vez em quando. Poderiam tentar brilhar sem fazerem por isso ao ponto de se tornarem ridículas ou cópias de alguém. Poderiam guardar os segredos mais íntimos e revelar pontinhas de sentimentos devagarinho. Poderiam construir os seus mundinhos limpos de mentiras e jogos absurdos... Pois acho que eles não entendem quando se tornam estupidamente óbvias quanto mais se tentam igualar a alguém. E não me refiro a "estilo" ou "moda"...pra que se preocupam tanto em terem um estilo diferente se o interior parece ter saído de uma fábrica em série humana?! Okay...eu não tenho problema nenhum em usar a mesma roupa que eu gostei de ver noutra pessoa porque a isso se chama de "moda" a seguir...visto o que gosto, uso o que me faz sentir bem, só não tenho de SER aquilo que os outros desejam que eu seja, ou que está no auge ser. Quando digo que não me importo com o que pensam, acreditem...100% de mim não quer mesmo saber! Não tenho de impressionar ninguém...não terei mais amigos, terei talvez mais pessoas falsas mas não pretendo isso.
Sou parva, sou autoritária e não gosto que me dêem ordens. Sou exigente e ao mesmo tempo fácil de agradar. Não suporto que me mintam quando eu estou a ver a léguas a verdade. Não admito que se façam passar por algo que não são, que queiram viver minha vida por mim, que incorporem o meu "eu" para recriar as vidas mal resolvidas de cada um.
Se alguém pensa que eu não valho nada, continuará a pensar, porque eu não farei absolutamente nada para provar o contrário. Se acham que eu sou especial, obrigada, mas estão enganados. Se não gostam das minhas atitudes, okay mas eu não vou mudar nenhuma delas. Se me admiram, ainda bem, tirem suas lições de vida e escrevam o vosso futuro.
Enfim, só tenho a dizer que odeio pessoas que não são o que contam ser, que não vivem o que dizem viver e que falam do que não fazem a mínima ideia do que significa e por tudo isso, odeio o ser humano (com excepções) e amo as estrelas...
Ah, e lamento quem fala delas sem sequer lhes reconhecer qualquer fascínio...encontra nelas aquilo que nunca encontrarás em ti! and Be Happy With YOUR Life ;)
Emma Santos
As pessoas poderiam aprender com as estrelas de vez em quando. Poderiam tentar brilhar sem fazerem por isso ao ponto de se tornarem ridículas ou cópias de alguém. Poderiam guardar os segredos mais íntimos e revelar pontinhas de sentimentos devagarinho. Poderiam construir os seus mundinhos limpos de mentiras e jogos absurdos... Pois acho que eles não entendem quando se tornam estupidamente óbvias quanto mais se tentam igualar a alguém. E não me refiro a "estilo" ou "moda"...pra que se preocupam tanto em terem um estilo diferente se o interior parece ter saído de uma fábrica em série humana?! Okay...eu não tenho problema nenhum em usar a mesma roupa que eu gostei de ver noutra pessoa porque a isso se chama de "moda" a seguir...visto o que gosto, uso o que me faz sentir bem, só não tenho de SER aquilo que os outros desejam que eu seja, ou que está no auge ser. Quando digo que não me importo com o que pensam, acreditem...100% de mim não quer mesmo saber! Não tenho de impressionar ninguém...não terei mais amigos, terei talvez mais pessoas falsas mas não pretendo isso.
Sou parva, sou autoritária e não gosto que me dêem ordens. Sou exigente e ao mesmo tempo fácil de agradar. Não suporto que me mintam quando eu estou a ver a léguas a verdade. Não admito que se façam passar por algo que não são, que queiram viver minha vida por mim, que incorporem o meu "eu" para recriar as vidas mal resolvidas de cada um.
Se alguém pensa que eu não valho nada, continuará a pensar, porque eu não farei absolutamente nada para provar o contrário. Se acham que eu sou especial, obrigada, mas estão enganados. Se não gostam das minhas atitudes, okay mas eu não vou mudar nenhuma delas. Se me admiram, ainda bem, tirem suas lições de vida e escrevam o vosso futuro.
Enfim, só tenho a dizer que odeio pessoas que não são o que contam ser, que não vivem o que dizem viver e que falam do que não fazem a mínima ideia do que significa e por tudo isso, odeio o ser humano (com excepções) e amo as estrelas...
Ah, e lamento quem fala delas sem sequer lhes reconhecer qualquer fascínio...encontra nelas aquilo que nunca encontrarás em ti! and Be Happy With YOUR Life ;)
Emma Santos
domingo, 17 de março de 2013
Vou esquecer, acredite!
"Foram tantas pessoas que entraram e saíram da minha vida, que eu já me acostumei com isso. É pra evitar essa movimentação de pessoa na minha vida, me isolei. Estou evitando conhecer pessoas, porque elas sempre vem, bagunça tudo, é depois simplesmente se vão, me abandona. Então prefiro ser só."
"Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Juntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina."
"Tive vontade de chorar, mas nada saiu. Era apenas uma espécie de doença triste, doença da tristeza, quando você não pode se sentir pior. Eu acho que você conhece isso. Acho que todo mundo conhece isso de vez em quando. Mas acho que eu tenho conhecido isso muito frequentemente; muitas vezes."
"Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Tua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje já é outro dia."
"Aprendi… Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando."
"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."
"Não tenho pra quem escrever desde que você foi embora, mas hoje o bilhete vai ficar por baixo do tapete, junto com a chave reserva, porque se você resolver voltar, já sabe que é bem vindo. A casa tá triste, da cozinha não sai mais aquele café forte que você gosta e as melodias são tão trágicas que as pessoas evitam passar na frente da casa.
Se por acaso você ler isso, entre. Não precisa pensar duas vezes."
"Eu queria que minha insônia levasse você dos meus sonhos. Eu queria que as ruas abarrotadas por onde tenho passado, levassem a tua ausência de mim. Eu queria que o cheiro forte da bebida com a qual me embriago, me fizesse vomitar até esquecer o teu perfume. Queria as noites em que passo por aí, abastassem o desejo de ter mais uma contigo, ainda que eu só olhasse os teus olhos. Queria que meus pulsos entreabertos superassem a dor do teu vazio no meu peito. Queria que arrancassem meu coração e levassem você de mim. Como eu queria que esse meu desejo insano fugisse do querer e viesse a ser. Eu quero tanto você comigo. É dialético, querido. E dois quereres não ocupam uma mente só. Eu só queria você aqui… Mas não daria, não mais."
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